Pope: O cinema é mais do que uma tela; ele transforma a esperança em ação.

O Papa Leão chega para a audiência com o Mundo do Cinema (@VATICAN MEDIA)Papa
Uma olhada por dentro
Entrar em uma sala de cinema significa cruzar um limiar, destacou o Papa. Na escuridão da sala, nossos sentidos se aguçam e nossas mentes se abrem para coisas que jamais imaginamos.
Essas produções alcançam pessoas que buscam entretenimento, mas também significado, beleza e justiça. Em um mundo onde as telas são onipresentes em nosso cotidiano, o cinema pode ser uma tela que oferece muito mais.
O Papa Leão XIII enfatizou que se trata de “uma confluência de desejos, memórias e perguntas”. Nossas mentes são educadas e nossa imaginação se expande.
Cinema: o coração pulsante das comunidades
O Papa destacou que os teatros e cinemas são “o coração pulsante das nossas comunidades, porque contribuem para torná-las mais humanas”.
No entanto, esses locais de grande importância cultural estão em declínio. Ele enfatizou como “a arte do cinema e a experiência cinematográfica” estão em perigo.
O Papa encorajou essas instituições a não desistirem, mas a continuarem trabalhando juntas para preservar seu valor cultural e social.
A arte nos abre para o que é possível, disse ele. A beleza não é uma fuga da realidade, mas um chamado.
“Quando o cinema é autêntico, ele não apenas consola, mas também nos desafia”, explicou o Papa. O cinema nos ajuda a refletir sobre as questões mais profundas de nossos corações.
Cinema e o Jubileu
Neste Ano Jubilar, somos convidados a seguir em frente com esperança, e a presença de tantos artistas de todo o mundo é um exemplo dessa esperança.
O Papa destacou que todos os presentes são também peregrinos da esperança. No entanto, a sua jornada “não se mede em quilómetros, mas em imagens, palavras, emoções, memórias partilhadas e aspirações coletivas”.
Refletindo sobre o apreço da Igreja pelo trabalho de atores, diretores, roteiristas e cineastas, o Papa Leão XIII expressou seu desejo de renovar a amizade entre a Igreja e o cinema.
“O cinema é uma oficina de esperança, um lugar onde as pessoas podem redescobrir a si mesmas e o seu propósito”, disse ele, incentivando todos os presentes a fazer do cinema uma arte do Espírito.
O cinema pode testemunhar a esperança, a beleza e a verdade, qualidades de que o mundo tanto precisa hoje. O Papa Leão XIV exortou todos os envolvidos no cinema a defenderem sua vocação de serem testemunhas da esperança, da beleza e da verdade.
Ele os desafiou a não terem medo de confrontar os problemas do mundo atual. "O bom cinema não explora a dor; ele a reconhece e a explora", disse o Papa, acrescentando que isso é o que "todos os grandes diretores fizeram".
Dar voz aos sentimentos complexos e, por vezes, sombrios que encontramos em nossos corações é "um ato de amor", observou o Papa.
Em conclusão, o Papa Leão XIV enfatizou que a produção cinematográfica é um esforço coletivo que exige a colaboração de todos os tipos de profissionais, desde diretores e responsáveis pelos adereços até eletricistas e maquiadores.
Segundo ele, todos são importantes na criação do produto final, pois a combinação de seus dons e talentos ajuda todos os envolvidos a "mostrar seu carisma único em um ambiente colaborativo e fraterno".
Ao final da audiência, cada um dos artistas teve a oportunidade de cumprimentar o Papa Leão XIV.
A atriz americana Cate Blanchett presenteou o Papa com uma pulseira, e o cineasta americano Spike Lee lhe deu uma camisa personalizada do time de basquete New York Knicks.
(Da esquerda para a direita): Cate Blanchett, Spike Lee, Tonya Lewis Lee e Viggo Mortensen ouvem o discurso do Papa (@Vatican Media)






